Restauração de Amálgama x Resina Composta: qual a melhor escolha hoje?

Durante muito tempo, o amálgama foi o material restaurador mais utilizado na odontologia. Conhecido por sua durabilidade e facilidade de aplicação, ele foi considerado o padrão-ouro por décadas. No entanto, com o avanço dos materiais odontológicos e a busca por tratamentos mais estéticos e conservadores, a resina composta se tornou a principal escolha clínica.

Neste artigo, vamos comparar as duas técnicas, explicar suas diferenças e entender por que a odontologia moderna tem preferido a resina composta na maioria dos casos.

Amálgama: composição, resistência e limitações

O amálgama é uma liga metálica composta principalmente por prata, estanho, cobre e mercúrio. Embora o mercúrio presente na restauração já endurecida seja considerado estável e inerte, o processo de manipulação do material, especialmente na época em que era preparado manualmente, expunha dentistas e pacientes a vapores tóxicos. Atualmente, com a crescente preocupação com a biossegurança, esse fator tornou-se um dos motivos para a substituição do amálgama em muitas clínicas.

Além da toxicidade durante o preparo, o amálgama possui outra desvantagem significativa: a estética. Por ter coloração metálica, ele não se camufla no dente e acaba comprometendo a aparência do sorriso. Outra limitação está relacionada à sua técnica de retenção: o amálgama precisa de retenção mecânica. Isso significa que, para fixá-lo ao dente, o profissional precisa desgastar áreas sadias da estrutura dentária, criando um formato que “trave” o material no local, o que vai contra os princípios mais atuais da odontologia minimamente invasiva.

Por fim, embora o amálgama seja altamente resistente, essa rigidez pode causar fraturas na estrutura do dente ao longo dos anos. Como ele não absorve impactos da mesma forma que o tecido dentário, restaurações extensas de amálgama podem gerar trincas ou fraturas dentárias, exigindo tratamentos mais complexos posteriormente.

Resina composta: estética, adesão química e preservação dentária

A resina composta revolucionou a odontologia restauradora. Desenvolvida nas décadas de 1960 e 1970, ela passou por inúmeras evoluções tecnológicas até chegar aos materiais atuais, com cargas e partículas que imitam com fidelidade o aspecto e a resistência do dente natural.

Ao contrário do amálgama, a resina composta é fixada ao dente por meio de adesão química. Utiliza-se um sistema adesivo que cria uma ligação entre a estrutura dentária e o material restaurador. Isso elimina a necessidade de desgastes excessivos e preserva ao máximo a anatomia natural do dente, alinhando-se à filosofia da odontologia conservadora.

Do ponto de vista estético, a resina é altamente vantajosa. Ela permite reproduzir com precisão a cor, a translucidez e a textura dos dentes naturais, sendo indicada tanto para dentes posteriores quanto para anteriores. Com os protocolos modernos de estratificação, é possível alcançar resultados praticamente imperceptíveis.

Além disso, as resinas atuais possuem excelente resistência ao desgaste, boa longevidade clínica e podem ser reparadas em casos de pequenos danos, sem necessidade de substituição completa da restauração.

Compatibilidade com tratamentos estéticos e funcionais

As resinas compostas oferecem mais versatilidade clínica. Permitem retoques, reparos e reavaliações estéticas com facilidade. Além disso, são compatíveis com tratamentos integrados, como reabilitação com lentes de contato, facetas, clareamentos e recontorno gengival.

Biocompatibilidade e segurança do material

Diferente do amálgama, a resina composta é livre de metais pesados e tóxicos. É um material biocompatível, testado e aprovado por órgãos regulatórios nacionais e internacionais, o que a torna segura para pacientes de todas as idades.

Custo-benefício a longo prazo

Embora a resina composta possa ter um custo inicial ligeiramente maior que o amálgama, os benefícios estéticos, funcionais e conservadores compensam esse investimento. A capacidade de preservar estrutura dentária, a estética natural e a possibilidade de reparos tornam o custo-benefício da resina claramente favorável.

Responsabilidade ambiental

O amálgama, por conter mercúrio e outros metais, exige protocolos específicos de descarte para não causar danos ambientais. A odontologia moderna busca materiais mais seguros e sustentáveis, e a resina composta se encaixa melhor nesse cenário.

Tenho restauração de amálgama. Preciso trocar por resina composta?

A troca de uma restauração de amálgama não é obrigatória apenas pelo fato de ser antiga ou metálica. Se a restauração está íntegra, sem infiltrações, fraturas, dor ou prejuízo estético, ela pode continuar funcional por muitos anos. No entanto, existem situações em que a substituição é indicada:

  • Presença de cárie secundária
  • Rachaduras ou fraturas na estrutura do dente
  • Motivos estéticos (principalmente em áreas visíveis)
  • Sensibilidade térmica
  • Infiltrações ou sinais de desgaste da restauração
  • Planejamento estético ou reabilitador com materiais adesivos

A decisão deve ser tomada com base em avaliação clínica e radiográfica individualizada. O importante é respeitar a saúde do dente e os objetivos do paciente.

Conclusão

A odontologia evoluiu para oferecer tratamentos mais seguros, conservadores e estéticos. Embora o amálgama tenha cumprido um papel importante na história da odontologia, a resina composta se destaca como o material restaurador mais indicado atualmente. Sua capacidade de preservar a estrutura dentária, aliar resistência com estética e proporcionar conforto ao paciente tornam-na a melhor escolha na grande maioria dos casos clínicos.

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